5 de jul. de 2010

Micro gera 90% dos empregos

Elas são pequenas em tamanho, mas possuem grande importância para a economia da região. Segundo dados do Sebrae-SP, as mais de 80 mil micro e pequenas empresas do Grande ABC geram mais de 90% dos postos de trabalho e, desde outubro do ano passado - quando arrefeceram os efeitos da crise no Brasil -, registram crescimento constante do faturamento. Apesar disso, ainda têm a vida ameaçada por uma série de dificuldades.
"Muitas vezes o pequeno empresário tem conhecimento técnico da atividade, mas não tem perfil empreendedor, tem dificuldades em tomar decisões, em gerenciar sua equipe e em separar o que é seu e o que é da pessoa jurídica. Outros problemas são falta de conhecimento de gestão, dificuldades em acessar linhas de crédito e até conflitos internos, que ocorrem quando uma empresa passa de pai para filho", aponta a gerente do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) no Grande ABC, Josephina Cardelli.
Além disso, a elevada carga tributária tem peso muito grande para as pequenas indústrias, que representam 12,83% do total de micro da região. "No regime do Simples, se o faturamento anual for até R$ 2,4 milhões, a micro paga de 12% a 14% de tributos. Porém, se ela cresce um pouco mais e se sai dessa faixa, passa a recolher quase 40% de impostos. Isso ainda é um grande impedimento para a pequena indústria crescer no País", avalia o diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Caetano, William Pesinato.
Já no comércio, que concentra a maioria (47,79%) das pequenas empresas do Grande ABC, driblar a alta competitividade é o que define o sucesso ou o fracasso do negócio. "É importante que o microempresário faça pesquisa de mercado, porque ele terá concorrentes que já estão estabilizados e que poderão engoli-lo", alerta o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.
MORTALIDADE - Apesar de ainda ser alta, dados do Sebrae demonstram que a taxa de mortalidade das pequenas empresas paulistas com até cinco anos vem caindo: passou de 71% em 2001 para 62% em 2007.
"Isso demonstra que os empresários estão buscando novas ferramentas para permanecer no mercado de uma forma mais competitiva, como inovação tecnológica, parcerias com outras empresas e desenvolvimento e inovação de seu produto", acredita a gerente regional do Sebrae-SP.
Indústria menor cresce nas brechas das grandes

Apesar de ocupar o terceiro lugar na quantidade de micro empresas da região, a pequena indústria é muito representativa para a economia do Grande ABC, fortemente baseada nesse setor. "As indústrias menores empregam 70% da mão de obra e representam cerca de 30% do faturamento da região", afirma o diretor titular do Ciesp de São Caetano, William Pesinato.
Foi pensando em ingressar em um ramo importante e procurando suprir uma necessidade do mercado que Ricardo Gil Klomfahs, seu irmão e mais dois sócios montaram, há dez anos, a Lumafix Estamparia, metalúrgica de estampagem de peças em Diadema. "Percebemos que existia uma deficiência no mercado e resolvemos atendê-la. Eu tinha saído de uma empresa e resolvi abraçar a ideia", conta.
Como em todo começo, Klomfahs enfrentou muitos problemas. A pior fase foi em 2004, quando ele passou a tocar o negócio sozinho após a morte do seu irmão e da saída dos sócios da sociedade.
"Nessa época enfrentei muitas dificuldades e só fui me reequilibrar em 2005, quando passei a planejar e organizar melhor. Foi assim que a empresa deu um salto e conquistou a credibilidade de fornecedores e clientes", lembra.
A estratégia para o crescimento foi preencher as lacunas deixadas pelas grandes indústrias do mesmo setor. "Eu me condiciono a ser um dos menores do mercado. Os grandes falham em alguns aspectos, então fico sempre na rebarba, esperando essas brechas para me diferenciar", afirma.
As coisas deram tão certo que, hoje, ele emprega 15 pessoas, conta com faturamento médio mensal de R$ 150 mil, planeja expandir o espaço físico da fábrica e já recebeu proposta para exportar para a Argentina. Mas para alcançar o sucesso, o empresário precisou se atualizar constantemente e manter os pés no chão.
"Hoje ganho um terço do que meus funcionários recebem. Escolhi viver assim, sem muitas ambições, para poder investir no negócio. Dessa forma, estou criando estrutura que vai me possibilitar uma condição melhor no futuro", pondera.
Loja virtual é opção para pouco capital

A vontade de abrir negócio próprio, mas com capital reduzido, levou a ex-publicitária de Diadema Gislaine Ishida, 23 anos, a criar a empresa virtual de roupas e acessórios femininos Pink and Purple em fevereiro deste ano.
"Tinha saído do emprego e decidi investir em algo próprio. Optei por uma loja virtual em função dos custos, que são bem menores. Descobri um nicho de mulheres que compravam roupas pela internet, me formalizei por meio do MEI (Microempreendedor Individual) e decidi arriscar", conta.
Apesar de a empresa estar hospedada na internet, a empresária logo percebeu a necessidade de ter um endereço físico para tocar o negócio. "No começo eu trabalhava em casa, mas estava misturando muito o meu horário com o do escritório. Então alugamos uma sala pequena para manter os estoques e centralizar todos os pedidos", revela.
A loja de Gislaine ainda está no início, mas como muitos outros comerciantes, ela já enfrenta dificuldades. "Para driblar a concorrência que existe na web, preciso investir muito em divulgação. Além disso, gasto bastante para fazer fotos dos produtos para colocar no site. Outro problema é a falta de confiança que o consumir tem em comprar pela internet", enumera a comerciante.
A empresária ainda não possui funcionários e conta apenas com a ajuda da irmã. Mesmo assim, em apenas quatro meses conseguiu obter lucro com o negócio. E já tem planos de expansão.
"A curto prazo quero investir mais em divulgação para fortalecer a marca. Hoje a concentração de vendas é no Sul, Sudeste e um pouco no Nordeste e espero atingir todas as regiões do Brasil. Futuramente, planejo abrir uma loja física e consolidar a marca", conta.

fonte: Carolina Lopes
Do Diário do Grande ABC

2 de jul. de 2010

Investir na baixa, para se dar bem na alta

Em setembro de 2008, no auge da crise econômica mundial, o empresário George Kovari, dono da incorporadora GMK, de São Paulo, estava às voltas com uma decisão delicada: exercer ou não a opção de compra de uma área de 8,3 mil metros quadrados localizada em Piraporinha, bairro de Diadema, no ABC paulista, avaliada em cerca de R$ 10 milhões. "Naquele momento, estava todo mundo retraído, assustado por não saber para onde ia a economia", lembra Kovari. "Resolvi correr o risco, pois acreditava que em algum momento a situação iria melhorar."

Ao investir na baixa, Kovari se deu bem na alta. Um ano e meio depois, no início de março, com a economia brasileira superaquecida, a GMK lançou naquele terreno o projeto Panorama, formado por três torres de 27 andares e 656 apartamentos. Destinado ao que se poderia chamar de estrato superior da classe média emergente - consumidores com renda familiar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil -, o Panorama oferece atrações como piscinas, quadras esportivas, lan houses, fitness e sauna, que não são costumeiramente encontrados em empreendimentos do gênero. "É uma prova de que se pode fazer um projeto diferenciado com segurança e inovador para essa faixa da população", diz André Kovari, diretor de operações da GMK e filho de George.

Detalhe: o Panorama passou ao largo do programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal em 2009. Em vez dos recursos da Caixa Econômica Federal, a GMK contou com financiamento da Brazilian Mortgages, que tem o bilionário americano Sam Zell entre seus acionistas. Especializado na incorporação de prédios comerciais e residenciais de alto padrão, Kovari fez sua primeira incursão no segmento de renda intermediária com o Panorama."Mas não abrimos mão da qualidade dos projetos anteriores da GMK", diz.

Húngaro de nascimento, desde os oito anos de idade no Brasil, Kovari começou a vida vendendo livros porta a porta. Depois de graduar-se em administração pelo Mackenzie, investiu em vários negócios diferentes. O mais vistoso deles foi a Microdigital, que ao tempo da reserva de mercado chegou a se transformar na maior fabricante nacional de computadores pessoais. "Mesmo nessa época, eu já participava de incorporações", diz Kovari.

Uma das especialidades de Kovari sempre foi articular a compra de terrenos pensando em projetos a longo prazo. Atualmente, a GMK controla um banco de terrenos que pode gerar vendas em torno de R$ 1,5 bilhão. Isso inclui áreas para novas construções nos próximos dois anos em Diadema, Jundiaí, Campinas e São José dos Campos, cidades situadas num raio de 100 quilômetros de São Paulo. Em São José, por sinal, a GMK vai desenvolver seu projeto mais ambicioso, um condomínio com shopping center e edifícios comerciais e residenciais, construídos numa área de 500 mil metros quadrados. "Como somos uma empresa enxuta, preferimos nos concentrar em mercados próximos à nossa sede, para poder administrar melhor o negócio", diz Kovari.

fonte: Clayton Netz - O Estado de S.Paulo

30 de jun. de 2010

Diadema quer criar sobretaxa para imóveis abandonados

A Prefeitura de Diadema pretende aplicar sobretaxa ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de imóveis ou terrenos inutilizados ou subutilizados no município. A ideia é aproveitar os espaços dentro de um processo de readequação urbana e, em alguns casos, usar os imóveis eventualmente localizados nas chamadas Zeis (Zonas de Interesse Social) para a construção de moradias populares.

Para tanto, a Câmara deve aprovar, em segunda discussão, nesta quinta-feira (01/07), projeto de lei que visa implementar a cobrança da alíquota progressiva do imposto numa escala de cinco anos, que varia de 3,5% a 15%. Em caso de o proprietário não ocupar as áreas em pelo menos 10.000 metros quadrados após as sanções, a Prefeitura pode desapropriar os imóveis por meio da emissão de títulos públicos.

De acordo com o líder de governo, Orlando Vitoriano (PT), esse dispositivo está previsto no Estatuto da Cidade, e no Plano Diretor do município. A matéria enfrentou ressalvas de parte dos vereadores quando aprovada em primeiro turno, e por isso teve de ser adiada. “Já conversamos com os vereadores e está tudo certo para votarmos”, disse Vitoriano. Além disso, os parlamentares vão discutir a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), para aprová-la em dois turnos até o dia 17 de julho, quando a Casa entra em recesso.

Lula - Embora a Prefeitura de Diadema tenha divulgado a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração de 252 apartamentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Naval, agendada para esta quinta-feira, o ato terá de ser adiado. Isso porque o presidente cancelou sua agenda no ABCD nesta semana, e de acordo com a assessoria de imprensa da Presidência da República, Lula deve viajar à África na próxima semana, e não tem agenda em São Paulo nos próximos dias.

A assessoria de imprensa da Prefeitura não soube informar em qual data serão entregues os imóveis a 252 famílias. Na publicação impressa e distribuída na cidade na última semana em que a Administração anuncia o ato, consta que, do total de unidades a serem entregues, 204 famílias da Naval devem receber as chaves dos apartamentos construídos no Conjunto Habitacional Serraria, e 48 famílias vão morar nas moradias construídas na Naval.

fonte: Rodrigo Bruder - Jornal ABCD Maior

27 de jun. de 2010

Grande ABC é alvo de investidores comerciais

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

A falta de terrenos comerciais em São Paulo e o alto preço dos espaços disponíveis têm aumentado o interesse de investidores e empresas no Grande ABC. Com salas que custam metade do preço praticado na Capital e tributação até 2% inferior, a região tornou-se nicho do desejo da maioria dos setores.

O metro quadrado comercial é vendido no Grande ABC por cerca de R$ 5.000, enquanto que na Capital, em lugares como os arredores da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e Vila Olímpia, sai, em média, por R$ 16 mil. "Temos ainda pouca oferta desse tipo de empreendimento na região. A taxa de escritórios e salas livres em São Caetano é de cerca de 1%, isso porque os investidores ainda não abriram os espaços para locação e venda. A procura é grande não só de interessados aqui, mas de gente de São Paulo, que enxerga o bom negócio, que é investir hoje na região", explica Valéria Corrêa, diretora de imobiliária na Capital, complementando que lá não há mais espaço para investimentos desse tipo.

"Quem compra uma sala na Faria Lima faz para uso próprio. A valorização já está no topo e não aumentará mais do que isso, diferentemente do que ocorre no Grande ABC."

Segundo Valéria, atualmente investir no Grande ABC tornou-se o melhor negócio não só para especialistas, mas também para pessoas que estão com dinheiro parado. "Só de comprar projeto na planta e revendê-lo no lançamento, ganha-se 50% do valor inicial. Não há lucro melhor do que este, porque aqui vendemos muito rápido."

A premissa é verdadeira. Um edifício comercial, lançado quinta-feira em São Caetano, teve 60% dos espaços vendidos apenas no primeiro dia. "Já superamos essa marca. O complicado é que, com a agilidade nas vendas, é difícil atualizar a informação", diz Valéria.

Para aproveitar a demanda que está de olho na região, mais três edifícios devem ser lançados em breve entre as cidades de São Caetano e São Bernado, as mais buscadas por empresários e investidores. "A procura por salas comerciais aumentou 30% neste ano. Nossa infraestrutura melhorou muito e em pouco tempo. Temos todos os serviços disponíveis para essas empresas com acesso rápido para Capital e Interior, o que deve aumentar ainda mais estes números", justifica João Pereira Rocha Júnior, gerente de locação de uma imobiliária da região.

Segundo Milton Bigucci, representante do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo) na região e presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), a expectativa é de que o crescimento desses empreendimentos aumente ainda mais com o término das obras do Rodoanel e da Jacú-Pêssego.

Busca por aluguel comercial cresce 45%
O aquecimento da economia nacional e a elevação da expectativa do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano - de 7%, com perspectiva de alta -, faz com que mais empresas apareçam no mercado ou se ampliem. A expansão, no entanto, esbarra na falta de oferta de espaços na Capital e torna cada dia maior o número de interessados em locar na região, que registrou no início deste ano alta em torno de 45% na procura.

De acordo com estimativas do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo), o número de escritórios e salas comerciais vagas na Capital é o menor já registrado na década.

Segundo Milton Bigucci, representante do Secovi e presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), a busca por locação tem aumentado na região baseada nisso. Como diferencial para vencer outras cidades da Região Metropolitana, o Grande ABC se destaca nos preços e na qualidade dos espaços oferecidos.

"Temos refinado esse tipo de imóvel. Acabamos de lançar prédio para locação comercial com 12 andares que será entregue em agosto, e a procura já é massiva. Existe ainda a possibilidade de locar andar inteiro apenas para uma empresa, o que chamamos de laje corporativa", conta.

Gerente de locação de uma imobiliária da região especializada no segmento, José Rocha Júnior afirma que a procura no Grande ABC aumentou significativamente, principalmente pelos valores mais baixos. De acordo com Rocha, os aluguéis corporativos na Capital giram em torno de R$ 85 o metro quadrado, enquanto na região é possível encontrar opções com valor de R$ 55. "Prevemos que a vacância (espaço livre para locação) será baixa, já que a disponibilidade atual, somada aos novos empreendimentos, não suprirá a demanda prevista", observa o profissional.

Àqueles que procuram esse tipo de edifício para locação, as vantagens vão além: a região possui uma das menores cargas tributárias, já que o ISS (Imposto Sobre Serviços) aqui gira em torno de 2% - valor mínimo previsto em lei - enquanto na Capital é de 5%. "Há redução, em média, de 2%, o que ajuda no pagamento do aluguel, além de ser de fácil acesso para os colaboradores, já que boa parte da mão de obra dos escritórios da Capital é composta por moradores daqui", ressalta Rocha.

Mais caro do mundo - Pesquisa feita pelo instituto Ibope mostra ainda que o aluguel na Capital é um dos mais altos do mundo. De acordo com o estudo, locar um espaço comercial em São Paulo custa 40% mais do que na China, outro país em plena expansão comercial.

Diretora de uma imobiliária da Capital que já investe no Grande ABC, Valéria Corrêa diz que a infraestrutura oferecida na região também sai na frente de outras cidades da Região Metropolitana. "São Caetano, por exemplo, tem o terceiro melhor PIB do Brasil, isso faz diferença. A cidade tem tudo o que se pode imaginar, e com preço acessível", afirma.

Com a demanda em alta, a estimativa do setor é de que apenas 1% dos escritórios lançados aqui ainda estejam vagos. "Prédios que estão na expectativa de lançamento e que devem se dirigir a aluguéis, já têm 40% de procura. Esse é um ótimo momento para o Grande ABC, e só deve melhorar", completa.

Procura por galpões também registra alta
A proximidade da região com o Porto de Santos e o fácil acesso ao interior do Estado também aumentam a procura por galpões comerciais no Grande ABC. A estimativa da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Adminstradoras do Grande ABC) é de que a demanda por esses espaços tenha crescido 30% nos últimos três anos. Os preços desses locais são até 40% menores do que os praticados na Capital, custando aqui em média R$ 1.500 o metro quadrado.

"O País todo anda com passo acelerado na produção industrial, e esses galpões agora estão sendo ainda mais procurados. Com a chegada do Rodoanel, temos acesso a muitos lugares, o que nos torna excelente centro de logística. Estamos no meio do caminho para qualquer lugar", afirma o presidente da entidade, Milton Bigucci.

Sócio-proprietário de uma corretora de São Paulo que já possui clientes interessados na região, Osni Roberto de Castro diz que não há mais na Capital a disponibilidade de grandes espaços para abrigar galpões, o que torna viável a migração para a região.

"As áreas na Capital estão cada vez mais restritas, menores. Então, as pessoas estão fugindo para o Grande ABC, que possui espaços maiores disponíveis. São Bernardo, São Caetano e Diadema possibilitam acesso fácil à matéria-prima", salienta Castro.

Novo espaço - Para aproveitar o bom momento na economia nacional, uma construtora da região deve lançar, nos próximos dias, espaço em Diadema para abrigar galpões comerciais

O local, que terá 36 mil metros quadrados e 25 divisões, aguarda liberação para construção há três anos. "Está tudo acertado verbalmente, falta apenas concluir a assinatura dos documentos na Prefeitura", conta Bigucci, complementando que mesmo antes do lançamento, já há procura pelos espaços.

Obs. Esse novo espaço será:  CONDOMÍNIO INDUSTRIAL M. BIGUCCI NA AV. FAGUNDES DE OLIVEIRA AO LADO DA AMBEV.

Edu

25 de jun. de 2010

SMS prevê crescer 21% no semestre

Depois de faturar mais de R$ 200 milhões em 2009, a SMS Tecnologia Eletrônica, fabricante de equipamentos como nobreaks e estabilizadores de tensão, registrou crescimento de 10,3% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao mesmo período do ano anterior.

“A proximidade do final do primeiro semestre já nos permite estimar o crescimento de 21% para o período de janeiro a junho”, destaca Auster Nascimento, gerente geral da companhia.
 
Segundo o executivo, a taxa de crescimento poderia ter sido mais expressiva, se não fosse a escassez na oferta de matérias-primas como aço, cobre e componentes eletrônicos.

“O fornecimento também se limitou aos produtos com o novo padrão de tomadas. Diante destes fatores, o crescimento de 10% foi extraordinário”, comemora.

Fundada em 1982, a SMS tem sede em Diadema e gera cerca de 1.150 empregos diretos em diversas unidades fabris equipadas com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento.

fonte: Gláucia Civa - Baguete Jornalismo Digital

24 de jun. de 2010

Cidade Ademar terá unidade do Poupatempo

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), participou ontem (23) da cerimônia de assinatura de contrato para a implantação de uma nova unidade do Poupatempo, na Cidade Ademar, na zona sul da capital. O termo foi firmado pelo governador Alberto Goldman (PSDB) e pelo grupo que venceu a licitação e será responsável pela gestão do posto, o consórcio Cidade Ademar Poupatempo.

A unidade será localizada na Avenida Cupecê, 5.497, em imóvel cedido pela prefeitura. Ele funcionará no lugar do antigo sacolão municipal do Jardim Miriam, e ocupará uma área de 2.310 metros quadrados. O Poupatempo terá capacidade para realizar 5,6 mil atendimentos diários e deve ser instalado até o fim do ano. "O Poupatempo, ao longo dos anos, se tornou o mais importante serviço prestado aos cidadãos de São Paulo. E aqui na zona sul temos um em Santo Amaro, mas que fica muito distante da periferia. Agora, aqui no coração da Cidade Ademar, milhares de pessoas poderão ser atendidas diariamente", destacou o prefeito Kassab.

O Poupatempo Cidade Ademar deve atender a quase 800 mil habitantes da região e do Município de Diadema, oferecendo mais de 50 serviços públicos prestados pelos órgãos Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran), Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), Acessa São Paulo, e-poupatempo, Secretaria de Estado da Fazenda e Banco do Brasil.

Outra unidade está prevista para a cidade de São Paulo. Segundo o Plano de Expansão do Poupatempo, anunciado pelo governo do estado por meio da Secretaria Estadual de Gestão Pública, o bairro da Lapa, na zona oeste, receberá um Poupatempo. "Temos outras aqui em São Paulo, como na Sé, em Santo Amaro e Itaquera. Essa da Cidade Ademar atenderá toda a zona sul e Diadema. Daí a importância do plano", destacou o governador. "Voltaremos daqui a cinco meses para inaugurar esse Poupatempo", finalizou Goldman.

fonte: DCI

19 de jun. de 2010

Diadema investe R$ 16,2 mi do PAC na canalização

Diadema iniciou nesta semana as obras de canalização de dois córregos no município: o Ribeirão dos Couros, na região dos bairros Eldorado e Inamar, e o Córrego dos Monteiros, entre os bairros Serraria e Vila Conceição.

O custo estimado dessas intervenções é de R$ 16,2 milhões. Do total, R$ 15,2 milhões são provenientes de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.

"Essas são obras para adequar a cidade ao seu crescimento. No caso do Córrego dos Monteiros, existia uma demanda popular muito grande de vários anos para que fosse realizada a canalização", destacou o diretor de Vias Públicas da Secretaria de Serviços e Obras, Severino Luiz de Lima.

A canalização do córrego se dará no trecho de 900 metros entre a Rua Guarani e a Avenida Dom Pedro. Uma via será construída sobre o riacho, além de um coletor-tronco para captar o esgoto que atualmente é lançado no curso d''àgua. A intervenção beneficiará mais de 50 mil famílias.

No caso do Ribeirão dos Couros, a obra irá abranger um trecho de 650 metros do riacho, que vai da alça de acesso à Rodovia dos Imigrantes até a Avenida Nossa Senhora dos Navegantes.

SÃO BERNARDO
Em abril, Prefeitura de São Bernardo e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) assinaram convênio para a construção de coletor-tronco no trecho do Ribeirão dos Couros que passa pelo município, entre as avenidas Piraporinha, no bairro Planalto e São Paulo, no bairro Jordanópolis.

A obra, com prazo estimado para a conclusão de 36 meses, será realizada junto às intervenções da canalização e das obras no sistema viário da região.

fonte: Evandro Enoshita
Do Diário do Grande ABC

MAIS UMA EMPRESA SE INSTALA EM DIADEMA

Esta sendo implantada no Bairro Canhema em Diadema uma empresa voltada para sistemas de pressurização de água e painéis elétricos.

A Megapress está fabricando e desenvolvendo sistemas de pressurização de água e automação onde o foco principal é oferecer soluções com maior conforto, economia e confiabilidade.
Atuamos em todo território nacional, atendendo a projetistas, construtoras e instaladores hidráulicos.

Mais informações acesse nosso site:

www.megapress.com.br

Informações enviadas por Fernando

13 de jun. de 2010

Corredor Diadema-Brooklin sai em julho

O Corredor Metropolitano Diadema Săo Paulo (antigo Diadema-Brooklin), uma das obras mais antigas e inacabadas pelo Estado, pode começar a funcionar no fim de julho. Foram mais de 20 anos de espera. O corredor de ônibus que liga Diadema ŕ Zona Sul de Săo Paulo é intervençăo mais antiga que o Rodoanel Mário Covas. A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informou que as obras terminam em meados do męs que vem. Em fase final, estăo sendo instalados os 36 pontos de paradas e estaçőes de transferęncia. Um dos pontos quase concluídos fica próximo ŕ divisa entre a Capital e Diadema, no Jardim Miriam. O investimento ultrapassa R$ 24 milhőes.

O corredor começou a ser construído em 1986 e năo prevę desapropriaçőes. Sinalizaçăo vertical e horizontal estăo sendo colocadas na faixa viária. Até o final do próximo męs, os semáforos já devem entrar em funcionamento. A expectativa do superintendente da empresa, José Jacques Namur Yazbek, é de que năo haja atraso nos trabalhos. "Vamos conseguir cumprir a planilha de obras. Assim, cabe apenas ao governo anunciar oficialmente a inauguraçăo", disse Yazbek.

Ônibus a diesel văo atender mais de 70 mil passageiros por dia. A tarifa que o usuário deve pagar ao embarcar em um ponto de Diadema, por exemplo, é de R$ 2,60. A promessa é de agilidade no trajeto, já que os veículos văo trafegar por faixa preferencial. As empresas que văo operar o sistema săo a própria EMTU e a SP Trans. Na estaçăo Morumbi, haverá integraçăo com a linha 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Futuramente, outra interligaçăo será estendida: quando concluída, a estaçăo Campo Belo vai permitir o acesso integrado com o Metrô (linha 5- Lilás). O usuário que precisar acessar a linha de trem pode pagar uma taxa de R$ 5 ao embarcar nos ônibus do corredor. É um desconto de R$ 0,30 sobre a passagem.

O ex-governador José Serra (PSDB) havia prometido em 2008, durante solenidade na Cidade Ademar, divisa com Diadema, que os veículos do corredor seriam elétricos. Contudo, o superintendente da EMTU afirmou que trata-se de um projeto. "Primeiro vamos iniciar as viagens com veículos a diesel. Mas o Estado tem planos para instalar o sistema elétrico", afirmou Yazbek.

Além das intervençőes ao longo do trecho, nas próximas semanas a EMTU deve tratar dos carros estacionados no corredor, em Diadema. Os motoristas se acostumaram com o espaço aberto, transformado em estacionamento gratuito. Lojistas também colocam carros novos e semi-novos ŕ exposiçăo na via inacabada. "Em breve vamos instalar sinalizaçăo indicando que o local é faixa exclusiva. Se for necessário, vamos contatar os empreendedores que transgredirem as normas", pontuou o superintendente.

Surpresa - Por causa da demora na entrega do corredor, muitos passageiros se esqueceram da finalidade da via exclusiva. Mas a rapidez nas viagens atrai a atençăo dos usuários. "Tenho de pegar todos os dias ônibus para a Zona Sul. Se realmente for diminuir o tempo de viagem, vou economizar tempo", disse o motorista Marcos Martiliano, morador de Diadema. O técnico em eletrônica Luiz Carlos Silva se preocupa com a integraçăo com Metrô e CPTM. "Tenho de vir para Diadema várias vezes por semana", disse.

O ponto de parada que está sendo construído no Jardim Miriam deve atender a uma demanda de passageiros residentes do Condomínio Residencial Cupecę, com mais de 5 mil moradores. O sub-síndico Durval Marques dos Santos disse que a maioria dos moradores utiliza as linhas de ônibus da avenida Cupecę, por onde corta o corredor: "Vai facilitar nossa vida".”
Para o professor da FEI e especialista em trânsito, Creso de Franco Peixoto, o corredor exclusivo de coletivos pode melhorar o tráfego da Regiăo Metropolitana. Mas ressalva que a soluçăo mais viável é a instalaçăo de VLTs (veículos leves sobre trilhos). "É um sistema com resultados muitos positivos na Europa. Mas năo basta. É preciso que o Estado integre todo o transporte público", salientou.

fonte: Renan Fonseca - Jornal ABCD Maior

12 de jun. de 2010

PRIMEIRAS IMAGENS DAS OBRAS DO CINEMA DO SHOPPING PRAÇA DA MOÇA





Obra: Construtora Matec. Projeto Light Steel Frame das treliças arquibancadas, mezzaninos de projeção, área de salas e foyer para os cinemas PlayArte. Obra Shopping Center Praça da Moça. Piso com chapas Masterboard.  

EDU