24 de abr de 2010

Unifesp pretende investir R$ 80 mi em Diadema nos próximos 4 anos

Illenia Negrin
Agência BOM DIA

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) pretende investir mais de
R$ 80 milhões em Diadema nos próximos quatro anos.

Os recursos serão aplicados na construção de dois campi, instalação de laboratórios-escola e de alta complexidade, além de duas mini-fábricas farmacêuticas.

Ontem, o reitor da Unifesp, Walter Albertoni, assinou a ordem de serviço para o início da reforma e adequação de dois galpões localizados ao lado do Terminal Centro, no antigo terreno da metalúrgica Conforja, que serão transformados em salas de aula e laboratórios para 2,2 mil alunos.

As obras estão orçadas em R$ 6,1 milhões.

Os novos prédios são apenas o embrião do campus do Centro - serão três espalhados pela cidade - e também de um projeto audacioso que pretende unir pesquisa, ensino e prestação de serviços à comunidade.

“Essa área (do Centro) tem mais de 40 mil metros quadrados e nos foi doada pelo MEC. Temos um potencial de ampliação muito maior com esse terreno, sem tantas restrições ambientais”, explicou o reitor.

As novas instalações serão entregues em seis meses. Em 2011 serão erguidos outros dois prédios no mesmo campus para abrigar novos laboratórios e centros de pesquisa, com investimentos estimados em
R$ 10 milhões.

A construção de duas fábricas de insumos farmacêuticos e medicamentos, além de um laboratório de exames de alta complexidade - que totalizam
R$ 34 milhões -, também devem começar no ano que vem.

A iniciativa é pioneira em todo o país, de acordo com a diretora acadêmica da Unifesp Diadema, Virgínia Junqueira.

“Serão pequenas indústrias-escola, que vão aperfeiçoar o ensino das disciplinas técnicas, além de servir ao município. Vamos produzir remédios que serão utilizados na rede pública, e realizar exames”, explica.

Morungaba

Depois de três anos de entraves no processo de licenciamento ambiental, a Unifesp vai lançar este ano o edital de licitação para a construção de seu campus-sede em Diadema, no sítio Morungaba.

Como o terreno está localizado às margens da represa Billings, em área de manancial, foi preciso readequar o projeto arquitetônico e também o plano de execução da obra, avaliada em R$ 33 milhões.

Segundo a diretora da Unifesp de Diadema serão construídos dois prédios, num total de 17 mil metros quadrados, com capacidade para receber 4,5 mil alunos.

Hoje, a universidade tem 1.330 alunos matriculados em sete cursos de graduação nas áreas de Farmácia, Química e Biológicas, incluindo Engenharia.

As aulas são ministradas no campus Eldorado - instalações que foram doadas pela Prefeitura -, e também no Instituto Florestan Fernandes e Colégio Brasília, cedidos provisoriamente.

A universidade contará, até 2015, com três mil estudantes. Quando os campi do Centro e Morungaba estiverem concluídos, a Unifesp terá estrutura para abrigar o triplo.

“Estamos estudando a abertura de novos cursos”, concluiu Virgínia.

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