4 de mai de 2013

DIADEMA VIVE SEU PRIMEIRO CLÁSSICO NO FUTEBOL PROFISSIONAL



Água Santa fez muitos clássicos na várzea, mas neste sábado joga o primeiro clássico da cidade no futebol profissional. Foto: Andris Bovo
Água Santa fez muitos clássicos na várzea, mas neste sábado joga o primeiro clássico da cidade no futebol profissional. Foto: Andris Bovo
 
Diadema já teve inúmeros clássicos no futebol amador, mas nenhum deles com a atmosfera que cerca o Água Santa e CAD (Clube Atlético Diadema) deste sábado (04/05), às 15h, no estádio do Inamar. Quase cinco mil torcedores devem testemunhar o primeiro dérbi no profissional, que chegou ao ponto de ser comparado a um Corinthians e Palmeiras durante a semana. Haverá segurança triplicada, com ruas do entorno fechadas por questões de segurança, divisão de torcidas, estádio lotado e jogador com currículo de respeito.

“Só se fala dessa partida em Diadema. A várzea ficou um pouco em segundo plano nesta semana”, reconhece o ex-presidente da Liga de Futebol de Diadema e atual secretário de esportes, Antonio Marcos Ferreira.


Na visão de quem acompanha o futebol no município, esse jogo não poderia acontecer em um momento melhor. Há a empolgação pelo fato de Diadema estrear num campeonato organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol), que no caso é a Segunda Divisão, e também porque os rivais já fizeram bonito na estreia – com vitórias expressivas. Tirando que existe o resquício da polêmica criada pelo presidente do CAD, Paulo Lofreta, que ameaça não atuar no Inamar caso o estádio seja entregue, em esquema de concessão, ao Água – promessa do prefeito Lauro Michels.


“Esse clássico é igual a um Corinthians e Palmeiras. Todo mundo quer vencer, está se preparando. Sempre traz uma expectativa, sempre é duro, uma guerra. Quem tiver mais preparado psicologicamente, vence”, opinou o técnico do CAD e que fez história no Corinthians, Ataliba. Apesar dos dirigentes adotarem um clima de paz (ler texto ao lado), o treinador não mediu palavras nas declarações pré-jogo.


“Existe uma rivalidade e será realmente uma guerra. Ficamos sabendo que eles preparam um show, um monte de coisas. Não treinamos nenhum dia no Inamar”, disparou Ataliba.
Com o típico discurso pronto dos boleiros, o Água não entrou em polêmica. “É uma semana normal para nós. A euforia fica para a torcida e diretoria, para nós é mais um jogo apesar de haver o envolvimento natural e psicológico de um clássico”, avisou o técnico Márcio Ribeiro.



No fim, porém, a maioria encara a partida como diferente das demais, afinal é o primeiro dérbi no profissional. “Clássico é uma palavra pesada e esse é como se fosse um Corinthians e Palmeiras. Todos os dias durmo pensando em marcar um gol”, imagina o meia-atacante do Água Lucas, que já escreveu um capítulo importante da história do futebol de Diadema há uma semana. Fez os dois primeiros gols do Netuno – que teve 30 anos na várzea – no Campeonato Paulista. No futuro, muitos se lembrarão desse duelo de sábado.



Presidentes fazem reunião para selar paz
Por mais que os dirigentes não admitam, há uma preocupação com a segurança do clássico. Tanto que os presidentes do Água Santa, Paulo Sirqueira, e CAD, Paulo Lofreta, se reuniram nesta semana para definir estratégias para deixar o clima amistoso e organizar a chegada do público.

“Estamos pensando em fazer uma apresentação em conjunto no sábado, mostrar os atletas dos dois times para o público, para acabar um pouco com esse clima de guerra”, revelou Lofreta. Pelo lado do Água, Sirqueira conversou com os torcedores e garante que a paz prevalecerá.



A Polícia Militar triplicará o contingente de soldados em relação à estreia do CAD, há uma semana, e estará em ação com 57 homens. As vias por onde o público irá entrar (avenida Nossa Senhora dos Navegantes e avenida Casagrande) serão fechadas.
Os 3.600 ingressos à disposição dos fãs do Água – mandante da vez. O CAD tem direito a 1.300 entradas nesse duelo.

 
fonte: Antonio Kurazumi e Guilherme Menezes - ABCD MAIOR

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