17 de dez de 2013

Abaixo-assinado pede hospital veterinário gratuito na região

O autônomo Luiz Fernando do Vale, 36 anos, tem uma meta de fim de ano: reunir cerca de 1.500 apoios para cobrar a instalação de hospital veterinário gratuito para animais de estimação de famílias carentes na região. O abaixo-assinado, iniciado no fim de outubro, já reúne 1.200 nomes de interessados em que haja atendimento público para pets no Grande ABC, nos moldes da unidade de Saúde animal que funciona no bairro Tatuapé, na Capital.
Morador de Diadema, Vale tem paixão por gatos. Hoje vive com nove, todos resgatados das ruas. “Infelizmente o hospital veterinário de São Paulo não atende moradores da região porque a demanda é muito grande. Quem vive aqui não tem opção: tem de pagar.”
E os preços não são nada convidativos. Conforme levantamento feito por Vale, dez dias de internação em clínica veterinária custam, em média, R$ 3.000 no Grande ABC. Tratar fratura simples, R$ 2.000. Somente a castração, tão importante para o controle populacional dos animais, tem custo entre R$ 150 e R$ 400, dependendo do tipo de anestesia. “São procedimentos caros que não podem ser feitos por famílias carentes. Por isso a importância de se criar local público para atender esses animais.”
Vale acredita que Diadema seria o local ideal para a instalação, pelo fácil acesso pelo Corredor ABD de trólebus e a Rodovia dos Imigrantes. “Mas pode ser implementado em qualquer outro município, desde que atenda aos animais das sete cidades.”
Para custear o hospital, o protetor acredita ser possível fazer parcerias com empresários, além de buscar aportes de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União. “Para construir o equipamento, sugiro que cada cidade separe uma pequena parte do Orçamento. Não ficaria pesado para ninguém e beneficiaria toda a população. O hospital também poderia funcionar em casa alugada, que seria mantida pelas parcerias.”
Vale pretende apresentar as assinaturas recolhidas ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em janeiro.
A Prefeitura de Diadema afirmou que está atualmente elaborando política municipal para cães e gatos, mas que qualquer decisão sobre a instalação de hospital veterinário público regional na cidade deve ser tomada pelo Consórcio.
Já a administração de São Bernardo, cujo prefeito Luiz Marinho (PT) é presidente do Consórcio, afirmou que proposta de hospital de caráter regional vai depender da definição de prioridades da área da Saúde para os sete municípios da região. Na hipótese de ser considerada obra prioritária, precisará da articulação dos prefeitos para a captação de recursos.
fonte: Camila Galvez - Do Diário do Grande ABC


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