17 de jan de 2014

UNIFESP ADIA MAIS UMA VEZ OBRAS DO PRINCIPAL CAMPUS DE DIADEMA

Enquanto a principal unidade da Unifesp não fica pronta, os alunos utilizam edifícios provisórios Foto: Amanda Perobelli
Enquanto a principal unidade da Unifesp não fica pronta, os alunos utilizam edifícios provisórios Foto: Amanda Perobelli
 
Após sete anos, projeto de unidade no Bairro Eldorado passará por reformulação e segue sem data para sair do papel

Já são sete anos de estudos e adequações de projetos, mas ainda não será desta vez que a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) conseguirá tirar do papel a unidade matriz da instituição em Diadema, no sítio Morungaba, na estrada Pedreira/Alvarenga, em área de manancial do Bairro Eldorado. De acordo com a universidade, o projeto deverá passar por reformulação, antes de ser reenviado à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), órgão que libera o início das obras, por se tratar de uma área ambientalmente protegida. 

Enquanto a principal unidade da Unifesp não fica pronta, os alunos utilizam edifícios provisórios, como é o caso da unidade da Manuel da Nóbrega, prédio da Prefeitura onde funciona a Fundação Florestan Fernandes, ou locais pequenos como é o caso da unidade José de Filippi, no Bairro Eldorado. A única exceção é a unidade José de Alencar, onde fica o prédio de pesquisa e complexo didático, entregue em 2012. O espaço é o único local realmente apropriado para as aulas da universidade em Diadema, conforme informações de alunos. 

A nova justificativa da Unifesp para o atraso nas obras da unidade matriz é a elaboração do PDInfra (Plano Diretor de Infraestrutura), cujo objetivo é organizar o crescimento e consolidação das unidades para os próximos 20 anos, de modo que os projetos acadêmicos e pedagógicos de cada campus possam encontrar a infraestrutura correspondente às atuais e futuras demandas. A licitação para o PDInfra foi finalizada no mês passado. A Unifesp não revelou a ganhadora do certame. 

DEMANDA
A expectativa da universidade é que, ainda neste primeiro semestre, a comunidade acadêmica discuta, através do PDInfra, a destinação dos atuais e possíveis espaços para atender a demanda da Unifesp. Como o terreno destinado à unidade Morungaba possui uma APP (Área de Proteção Permanente) e há restrições de atividades no local, a universidade pediu ajuda da Cetesb, no final de 2013, para orientar os trabalhos.
A Unifesp solicitou a prorrogação do prazo para as respostas às exigências da Cetesb para liberação da Licença de Instalação e autorização de início das obras. Em nota, a Cetesb informou que aguarda o envio de informações complementares solicitadas junto à direção da Unifesp, para prosseguir  com a análise do pedido da licença ambiental. Diante disso, não há data ou perspectiva de quando as obras da unidade matriz serão iniciadas. 


Unidade ficará às margens da Billings 

A unidade ficará em um terreno de 20 mil metros quadrados, às margens da represa Billings. O terreno tem uma APP (Área de Preservação Permanente) que pertence à Zona de Preservação Ambiental de Diadema e à Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Reservatório Billings. O projeto previa a construção de 15 laboratórios, 25 salas de aulas e administração para abrigar 10 mil alunos. 

No local serão ministrados cursos de Física Aplicada, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia Mecânica e Geologia. A Unifesp esclareceu que a abertura da quinta unidade de Diadema não representa desativar outros locais na cidade. 

Aberta em 2007, a Unifesp Diadema conta com quatro unidades (José de Filippi - Eldorado; Manuel da Nóbrega - Florestan Fernandes; José Alencar - Centro; e Antonio Doll - Centro) e 2,3 mil alunos, além dos calouros que iniciarão o ano letivo.

fonte:  Claudia Mayara - ABCD MAIOR

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