4 de fev de 2011

ESTADO VAI ARCAR COM DESAPROPRIAÇÃO EM DIADEMA


O secretário estadual de Habitação, Silvio Torres, afirmou nesta sexta-feira (4/2), durante visita a Diadema, que o governo do Estado vai arcar com os custos dos terrenos para reassentar as 900 famílias que atualmente vivem em áreas da Ecovias. No início deste mês, a concessionária que administra o Sistema Anchieta Imigrantes executou mandato judicial de reintegração de posse no núcleo habitacional Barão de Uruguaia, localizado na altura do Km 19 da Imigrantes.

De acordo com Torres, o Estado vai assumir a desapropriação dos terrenos. “O objetivo é que sejam espaços do próprio governo estadual e que haja terrenos dentro das áreas que são de responsabilidade da Dersa. Vamos avaliar essa questão. Identificado algum terreno, nós teremos o recurso”, afirmou.

Torres, que também é presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), esteve em Santo André na manhã de sexta-feira (4/2) e não descartou a possibilidade de visitar outros municípios da Região na próxima semana. “Principalmente Mauá, que foi uma das cidades mais castigadas pelas chuvas de verão”, salientou.

Na próxima quarta-feira (9/2), técnicos das secretarias municipal e estadual de Habitação vão se reunir para começar a identificar os terrenos que serão inseridos no projeto. “Equacionada essa questão é possível estabelecer cronograma de prazos para resolver esse problema de forma definitiva”, explicou o secretário de Habitação de Diadema, Márcio Luiz Vale.

Vale afirmou que a questão dos terrenos era a pendência final para solução das áreas da Ecovias. “O governo estadual se comprometeu a arcar com esses custos. Agora vamos procurar a concessionária e demonstrar que, com todo o processo equacionado, essas famílias poderão permanecer nas áreas até que as unidades habitacionais estejam disponíveis. Essa é a nossa intenção e o próprio Torres mostrou esse interesse”, salientou.

Quanto às famílias que foram removidas do Núcleo Uruguaia, estão alojadas no Ginásio Poliesportivo do Bairro Portinari e serão inseridos no programa bolsa aluguel, que será pago pelo Estado. “Para viabilizar o programa, é preciso ter o imóvel para alugar. Duas famílias já conseguiram, as restantes estão procurando casas para alugar”, disse o prefeito Mário Reali.

Déficit habitacional – Reali destacou que estudo feito pela Fundação João Pinheiro sobre o déficit habitacional do País apontou que a cidade possui carência de 9,5 mil moradias. “Nessa conta entra área de risco, de preservação, de desadensamento. Temos outro levantamento, que aponta déficit de 4,4 mil unidades habitacionais, incluindo remoção de áreas de preservação, entre outras etapas”, explicou.

O prefeito lembrou que as famílias que estão em áreas da Ecovias correspondem a 1/3 das 4,4 mil unidades. “Essa parceria com o Estado vai nos ajudar a enfrentar esse problema. Também temos projetos para outras áreas da cidade, celebradas em parceria com o governo federal, por meio do PAC 1 e 2, entre outras ações”, disse.

Reali destacou que essa é uma questão que deve ser levada para discussão no Consórcio Intermunicipal do ABC. “Esse é não um problema especifico de Diadema. Precisamos ter uma resposta para a Região Metropolitana de São Paulo. Quando falamos em adensar o Centro de São Paulo, podemos resolver o problema de habitação de cidades vizinhas”, afirmou.

fonte:  Vladimir Ribeiro - JORNAL ABCD MAIOR
 

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