10 de jan de 2016

Empresa de Diadema passa a atender usinas de cana de açúcar



Esta foi a última matéria do repórter Leone Farias, que nos deixou de ''''gaveta'''' essa reportagem antes de sair de férias, neste mês. Coincidentemente, textos desse tipo, que contam as histórias de empresas do Grande ABC, eram dos que ele mais gostava de fazer. E melhor redigia. Confira


Em meio à crise econômica do País em 2015, que fez as vendas de veículos zero-quilômetro retrocederem ao patamar de 2007, com queda de 26,55% nos últimos 12 meses ante o mesmo período de 2014, muitas indústrias que atendem ao segmento automotivo procuraram diversificar ramo para reduzir a dependência dessa atividade.


É o caso da multinacional austríaca Fronius, cuja sede brasileira está instalada em Diadema, e que faz equipamentos para soldagem. A companhia, que tem operações no País desde 2003, iniciou neste ano o atendimento a usinas de cana-de-açúcar no mercado nacional, com produto que faz a manutenção das roldanas que moem a cana. Isso por meio de nova tecnologia, que permite a utilização do maquinário sem a necessidade de desligamento do processo produtivo do usineiro, com vantagens em produtividade e segurança (o produto atende à norma regulamentadora NR-12 do Ministério do Trabalho).


Desenvolvido ao longo de 13 meses, o produto, que entrou recentemente em fase de comercialização, deve corresponder a 20% de faturamento da área de soldagem dentro de um ano, estima o diretor-geral da subsidiária brasileira do grupo, Roman Huemer. Além dessa divisão, a empresa conta com outras duas: de energia solar, inaugurada em 2013, e de carregadores de bateria para oficinas e revendas de carros, iniciada em 2010. Essas duas últimas áreas correspondem hoje, respectivamente, a 25% e 15% dos negócios, enquanto a mais antiga representa 60%.


O executivo destaca ainda que o investimento (de valor não divulgado) nesse novo mercado pode ajudar a compensar a queda nas encomendas para o setor automotivo.


A companhia, que atende montadoras como Volkswagen, Hyundai, Toyota, Renault e Mercedes-Benz, entre outras, tem cerca de 60% de sua receita proveniente dos equipamentos de solda, deve crescer em torno de 5%, em boa parte por causa dos negócios nas outras áreas. “O Brasil foi o início desse projeto, mas podemos, a partir dele, fazer vários lançamentos mundialmente”, diz Huemer. A ideia é impulsionar vendas do equipamento também na China, Tailândia e Índia.


Globalmente, a Fronius encerrou 2015 com estimativa de 550 milhões de euros em receita (cerca de R$ 2,3 bilhões). Huemer não revela o valor do faturamento no País, mas cita que se trata de um mercado bem pequeno, com forte potencial de expansão, especialmente na área de energia solar. Com operação de venda e assistência, o grupo segue com estrutura enxuta, mas aos poucos vai ampliando seu quadro – em 2003, eram apenas sete funcionários e hoje são 55. Por enquanto, não está nos planos o início de produção no País, por causa das incertezas econômicas e também porque o grupo acaba de inaugurar unidade fabril nos Estados Unidos, segundo o diretor-geral da empresa brasileira.

fonte ; Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

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