3 de jul de 2015

UNIFESP DESISTE DE TERRENO NO ELDORADO

Unidade José Alencar da Unifesp, no Centro de Diadema, tem dois edifícios e ganhará outros seis no novo projeto. Foto: Andris Bovo

Após oito anos de estudos e adequações de projetos junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) desistiu de tirar do papel a unidade matriz da instituição em Diadema, no sítio Morungaba, na estrada Pedreira/Alvarenga, em área de manancial do Bairro Eldorado. A universidade decidiu concentrar todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão na unidade José de Alencar, localizada no Centro da cidade, onde funcionou a Conforja, indústria metalúrgica que faliu há mais de 17 anos. 

O projeto no Eldorado foi deixado de lado quando a comunidade acadêmica avaliou que as restrições da legislação ambiental do terreno impediriam a construção necessária para a universidade para os próximos cinco anos e sua expansão para os próximos 20 anos. A unidade José de Alencar foi entregue em 2012 com 7.367 metros quadrados de área construída e compreende dois prédios, um didático e um de pesquisa, divididos em 16 salas de aula, sete laboratórios de graduação e 16 laboratórios para pesquisas. As obras custaram R$ 8,2 milhões. Em cinco anos, a expectativa é que o complexo alcance 60 mil metros quadrados de área útil construída. 

Para os próximos cinco anos, a unidade José de Alencar ganhará mais seis novas edificações, além da reforma do prédio atual, incluindo salas de aula, laboratórios didáticos e de pesquisa, restaurante, lanchonete, livraria, biblioteca e teatro, área administrativa e diversas outras áreas de apoio. Atualmente, a Unifesp elabora projeto executivo para os três primeiros prédios. A expectativa é que as construções se iniciem no início de 2016. 
No projeto antigo, a unidade Morungaba ficaria em um terreno de 20 mil metros quadrados, às margens da represa Billings. Porém, como o terreno tem uma APP (Área de Preservação Permanente), não seria possível construir em toda a sua extensão.


Alunos reclamam de aulas espalhadas
Enquanto não têm um campus definitivo em Diadema, os alunos da Unifesp sofrem com os deslocamentos entre as unidades, muitas delas improvisadas, para frequentar as aulas teóricas, práticas, realizar pesquisas e comer. “A parte mais crítica é a locomoção entre as unidades, porque os alunos perdem um bom tempo no deslocamento. O transporte que a Unifesp oferece também é de péssima qualidade”, desabafou a ex-aluna de Ciências Biológicas Mariana Souza. 


Atualmente, as aulas da Unifesp Diadema são divididas na unidade Manuel da Nóbrega, prédio da Prefeitura onde funciona a Fundação Florestan Fernandes; na unidade Antonio Doll, prédio ao lado do terminal Diadema; unidade José de Filippi, imóvel no Bairro Eldorado onde ficam os laboratórios; e a unidade José de Alencar, único prédio construído para a universidade. 

“A logística também não funciona e muitas vezes os alunos têm dificuldades para sair e chegar no horário. Muitos alunos desistem por causa disso”, revelou Mariana. Na avaliação da ex-aluna, a construção do campus principal ajudará na concentração das atividades. “Ao ter um campus fixo, evitaria que os alunos saíssem de um prédio em que estão tendo aula para outro só para comer. Além da própria segurança, pois há muitos roubos entre os deslocamentos”, afirmou. Hoje a Unifesp Diadema conta com 2.354 alunos divididos em sete cursos de graduação e 189 alunos em seis cursos de pós-graduação.  

fonte:  Claudia Mayara ABCD MAIOR

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