8 de dez de 2014

Dilma e Alckmin turbinam plano de obras de Lauro


Dos 58 projetos que integram o plano de obras elaborado pelo prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), 55 são subsidiados só pelos governos da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ou 95% das propostas. Pelo pacote de intervenções formulado pelo verde, R$ 37,7 milhões serão financiados com recursos externos, sendo 46 por repasses da União e nove do Palácio dos Bandeirantes.
Na lista constam apenas três intervenções que serão exclusivamente bancadas pelo Paço. Esses projetos incluem reformas em escolas municipais – custarão R$ 3,5 milhões –, investimentos em saneamento (R$ 25 milhões) e troca parcial da iluminação urbana (R$ 500 mil).
A maioria dos planos com aporte do governo federal é da área da Saúde (19 ações), totalizando R$ 11 milhões. Os repasses subsidiarão a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) Piraporinha e reformas no Hospital Municipal e nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Para o setor de Esportes serão 11 transferências (total de R$ 7,1 milhões), que financiarão reformas em campos e quadras municipais e de ginásios da cidade. Outros nove investimentos custearão obras de Habitação (R$ 4,3 milhões), como construção de moradias populares no Jardim Marilene e urbanização dos núcleos Gazuza, Mem de Sá, Piratininga e da favela Naval.
No rol de transferências do governo estadual está subsídio para instalação do Centro de Reabilitação Lucy Montoro – investimento de R$ 5,4 milhões –, que funcionará no prédio do Quarteirão da Saúde, no Centro; pavimentação e recapeamento de ruas e avenidas (R$ 502,6 mil) e construção de parque da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) – R$ 3,8 milhões.
Aprovado pela Câmara na quinta-feira, o plano de obras gerou polêmica no Legislativo. Vereadores do PT criticaram a postura de Lauro Michels em acusar o governo federal de não destinar recursos à cidade. Em panfletos de prestação de contas da gestão verde, o chefe do Executivo não credita as ações ao governo estadual tampouco à União.
CONTRAPARTIDA
Secretário de Finanças do Paço, Francisco José Rocha frisou que há obras custeadas com verbas externas porque o município despende grande fatia com contrapartida para que as intervenções não sejam paralisadas. “Fazemos esforço financeiro para garantir que as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não parem, pois o governo federal faz medição dessas obras três vezes ao ano (o dinheiro só é liberado em Brasília após essa etapa)”, explicou. 

fonte: Raphael Rocha Júnior Carvalho - DGABC

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