23 de nov de 2013

Catracas do terminal de Diadema são inauguradas

Passageiros precisam utilizar equipamento para passar de um lado a outro do terminal - Foto: DR
As catracas que foram instaladas há quase dois anos no Terminal Metropolitano Diadema, e que simbolizam para os moradores o temor de que a integração gratuita termine, foram inauguradas ontem (22). A reportagem do Diário Regional registrou que os passageiros, para passar de um lado a outro do terminal, precisavam utilizar os equipamentos.

Funcionários da Metra, empresa que opera o Corredor ABD, informaram que se tratava apenas de contagem dos passageiros. Nas plataformas, a desconfiança era geral. “Era só o que faltava, cobrarem agora a integração”, reclamou a atendente Solange de Oliveira Lopes.
A Prefeitura de Diadema informou que a passagem pelas catracas trata-se de uma pesquisa para saber quantos passageiros circulam pelo terminal e o número de usuários transportados pelas empresas que operam no local. A enquete deve-se ao fato de que não há dados sobre o montante de usuários. O trabalho não tem nenhuma ligação com cobrança e a integração continua garantida. A Secretaria de Transportes tem ciência sobre o estudo, pois foi acordado entre as empresas Benfica e Mobibrasil com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e a Metra.
A Metra também confirmou que se trata apenas de uma pesquisa que está sendo realizada pelo Centro de Controle Operacional da empresa sobre origem e destino dos passageiros. Por fim, a EMTU informou que o direcionamento do fluxo observado no Terminal Diadema é temporário e faz parte de um levantamento periódico de tráfego de usuários realizado pela empresa nos terminais do Corredor ABD. No caso de Diadema, o fluxo voltará ao normal na próxima semana. A alteração observada não tem relação com nenhuma cobrança de integração.
Entenda o caso
Em outubro de 2011 a EMTU comunicou a Prefeitura de Diadema sobre o fim do convênio que garantia gratuidade para os passageiros vindos de linhas municipais embarcarem em linhas intermunicipais nos dois terminais da cidade. A cobrança nas baldeações já é realizada em todos os terminais metropolitanos do Estado, com exceção dos que existem em Diadema. A ideia inicial era cobrar R$ 1 pela integração e a medida deve afetar mais de 40 mil pessoas, que utilizam os terminais todos os dias.
A alegação da EMTU é que a demanda de passageiros aumentou muito nos últimos anos e que a eletrificação de alguns trechos dos corredores metropolitanos geraram custos que precisavam ser repostos. A cobrança tinha início previsto para fevereiro de 2012, quando se encerraria o convênio. Em fevereiro de 2012 o Ministério Público obteve liminar impedindo a cobrança. A EMTU tentou derrubar a decisão, mas o pedido foi recusado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A empresa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que aceitou o pedido em julho do ano passado e considerou válida a cobrança. A EMTU informou que estava esperando passar o período eleitoral para início da cobrança, que ainda não foi implementada.
fonte: Aline Melo - DIÁRIO REGIONAL

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