24 de mar de 2013

Condomínios industriais estão em alta na região


O mercado de condomínios industriais do Grande ABC vem ganhando impulso, com a ajuda da facilidade de acesso ao Porto de Santos e ao Interior de São Paulo pelo Rodoanel e pelas rodovias Imigrantes e Anchieta, o que tem atraído empresas para a região.
O estoque de empreendimentos desse tipo cresceu 26% em 2012 em relação ao ano anterior, e deve expandir mais 20% neste ano, segundo levantamento feito pela consultoria Herzog Imóveis Industriais e Comerciais.
Atualmente, a atividade (que compreende conjuntos de galpões locados para empresas interessadas em ratear custos com segurança, portaria, restaurante etc) conta com 366 mil m² (metros quadrados) na região. Esse número, que é a soma das áreas das instalações existentes com esse formato, é 96 mil m² maior que em 2011.
Apesar do crescimento significativo, o tamanho do segmento no Grande ABC ainda é pequeno perto do estoque na região metropolitana de São Paulo, que contabiliza 1,4 milhão de m², e no Estado, onde já há 4,8 milhões de m² em espaços desse tipo.
O ritmo de expansão poderia ser maior, mas há limitações, entre as quais a falta de áreas disponíveis e o custo elevado dos terrenos. "Quando são mais baratos, muitas vezes eles estão em áreas de manancial (em que há restrições para construção), o que inviabiliza o empreendimento. E os que ficam em áreas mais nobres têm valor mínimo na região de R$ 400 o m²", afirma a diretora de serviços corporativos da Herzog, Simone Santos.
DEMANDA - Mesmo com esses entraves, a demanda das empresas por espaços está aquecida, o que explica a disposição de empreendedores em construir novos condomínios. "Há investidores interessados. Se eles conseguem superar essas limitações de terrenos, esse é um mercado com forte potencial de retorno", avalia Simone.
A boa procura é atestada pelo baixo índice de vacância do segmento no Grande ABC, que gira em 4,1%, segundo o estudo da Herzog. Isso significa que, de cada 100 m² de áreas para alugar, 96 m² estão ocupadas e apenas 4 m² estão disponíveis.
Isso pode ser verificado no MBigucci Business Park, administrado pela Retha Imóveis e que foi inaugurado em dezembro. Localizado em Diadema, atraiu companhias como a SIM Industries, que desenvolve simuladores de voo, e outros nomes de peso, como a Honda e a NET, além de empresas de logística e transportes, entre outras. Com 26 galpões, cada um com cerca de 1.000 m², o empreendimento só tem três espaços atualmente para serem preenchidos.
Para o diretor de marketing do espaço, Marcelo Bigucci, a localização privilegiada, perto do Rodoanel, e as características do empreendimento, com pé direito de 12 metros, piso resistente a 6 toneladas por m², monitoramento 24 horas e portaria blindada, além do custo rateado desses serviços, são diferenciais que explicam o sucesso da operação. A locação ali custa R$ 24 o m².
SANTO ANDRÉ - O MBigucci Business Park foi a primeira incursão da construtora no segmento de condomínios industriais e, por causa da experiência bem sucedida, a companhia já planeja dar mais um passo nesse mercado. Deve lançar outro na Avenida dos Estados, em Santo André, dentro de um ano e meio, em terreno quatro vezes maior (com 110 mil m²).
fonte: 

Leone Farias 
Do Diário do Grande ABC

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