15 de out de 2011

Venda de imóveis cresce na Região Metropolitana


As vendas de imóveis novos na Região Metropolitana durante o mês de agosto somaram 5.072 unidades, aumento de 11,4% em relação a julho, conforme balanço divulgado pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo. Na comparação com o ano passado o avanço foi maior, de 32,6%.
O volume de imóveis vendidos nos 39 municípios que formam a Região Metropolitana representou 15,6% do total de imóveis em estoque no Estado, acima dos 14,7% de julho. O crescimento em cidades como Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá contrasta com o recuo de 17,9% na Capital.
Para o delegado regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Alvarino Lemes, a diferença nos resultados é explicada pelo fato de o Grande ABC ter mais terrenos disponíveis para as construtoras. "De maneira geral, os preços dos imóveis na região ainda seguem abaixo dos praticados em São Paulo", lembra o executivo.
É exatamente esse fator que está fomentando o mercado imobiliário local, com moradores da Capital migrando para municípios como Santo André e São Bernardo. O número de lançamentos é impulsionado por incorporadoras paulistanas que investem em projetos na região, como Tecnisa, Elbor, Living e GMK, cujos projetos avançam, especialmente, em Diadema e Mauá.
Lemes destaca que a demanda segue forte, inclusive para os investidores, que representam metade dos compradores do Grande ABC. "É comum ver investidores comprando de seis a oito apartamentos durante os lançamentos", acrescenta.
O economista-chefe do Secovi-SP Celso Petrucci reforça o argumento do diretor regional do Creci-SP. "A dificuldade de viabilizar o desenvolvimento imobiliário em São Paulo vai desde a escassez de terrenos até os entraves produzidos pela legislação urbanística, que afetam as atividades do setor."
LANÇAMENTOS - De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio, o segmento de dois dormitórios é o que desponta em São Paulo. Esse filão representou 48,5% das 3.687 unidades residenciais lançadas em agosto. A cidade possui estoque com cerca de 14,6 mil imóveis.
Os dados da Embraesp apontam que o lançamento de imóveis residenciais na Capital cresceu 14% entre janeiro e agosto, somando 20.411 unidades, frente às 17.904 contabilizadas no mesmo período de 2010. Para o Secovi-SP, esse indicador reforça a estimativa de atingir 38 mil unidades neste ano.
fonte: Alexandre Melo - DGABC


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