23 de set de 2011

GMK atrai fundos americanos para dois projetos imobiliários


A GMK Incorporadora fechou, recentemente, parceria com dois fundos americanos para projetos de seu portfólio. Os novos sócios são investidores qualificados com experiência no setor de construção, que veem, no Brasil, oportunidade de destinar parte das fichas antes direcionadas aos mercados imobiliários americano e espanhol. "Há diversos fundos estrangeiros batendo a nossa porta", conta o diretor denegócios da GMK, Andre Kovari.
Além de conversar com interessados em ser parceiros de empreendimentos específicos, a GMK está definindo como fará a venda de até metade da empresa, com o objetivo de se capitalizar para crescer. O valor da GMK é estimado, por Kovari, em R$ 250 milhões. A empresa projeta lançamentos e vendas de R$ 340 milhões este ano, mais que o dobro dos R$ 140 milhões de 2010.
Há um mês e meio, a GMK fechou parceria com um fundo americano, que se tornou proprietário de 70% da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que desenvolve o projeto Inspiratto Residencial Verde Clube, em Jundiaí (SP). O projeto, de médio padrão, será lançado no início de2012, com Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 140 milhões. Conforme o retorno, a participação da GMK poderá aumentar.
Dois meses e meio atrás, a empresa tinha fechado negócio com outro fundo americano, para o empreendimento comercial Front Offices, em Diadema, na Grande São Paulo. Nesse caso, o fundo entrou em uma sociedade em conta de participação (SPC) com a empresa em vez departicipar de SPE, não tendo, portanto, responsabilidade como incorporador. O VGV do projeto, cuja participação do fundo é de 65%, é deR$ 35 milhões.
Kovari não revela quais são os novos parceiros, mas, segundo informações de mercado, o fundo sócio do projeto de Jundiaí é ligado à Brazilian Mortgages e o investidor no empreendimento comercial de Diadema é ligado a um fundo que criou a RB Capital.
Em 2010, a GMK assinou parceria com a espanhola Procupisa, representada, no Brasil, pelo ex-jogador de futebol Mauro Silva, para as duas fases do empreendimento A Praça, em Diadema, enquadrado nos moldes do programa Minha Casa, Minha Vida. Pelo acordo, a Procupisa ficou com 55% de participação, a GMK, com 22,5% e a Ballarin Imóveis, com os demais 22,5% do projeto. O VGV soma R$ 140 milhões.
No total, os recursos estrangeiros comprometidos para os projetos de Diadema e o de Jundiaí somam R$ 40 milhões.
desenho de como será a venda de até 50% da GMK ainda não está concluído, mas já existe um grupo suíço interessado em fazer aportede capital na empresa. "Nossa busca de um sócio para a empresa ocorrerá mais no ano que vem", diz. A expectativa é que a negociação departe da GMK atraia investidores estrangeiros interessados no Brasil.
No processo de preparação para a entrada de um parceiro, a GMK contratou uma empresa ligada à área contábil e outra para encontrar um sócio. A GMK quer se aproximar do padrão de governança das companhias abertas, com área de relações com investidores estruturada. A intenção da empresa é dar prosseguimento às parcerias em projetos mesmo depois da entrada de um novo sócio. "Gostamos de parcerias,de mitigar riscos", diz Kovari.
fonte: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

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