10 de jul de 2011

Freudenberg-NOK se prepara para lançar 1.200 itens neste ano


Produtora de autopeças, a Freudenberg-NOK, sediada em Diadema, comemora os resultados alcançados no ano passado. A líder global em vedações automotivas, registrou alta de 23% no continente, ante 2009. De olho no mercado e frente ao cenário positivo, a empresa trabalha para o lançamento de 1.200 produtos até o fim de 2011.
"A dinâmica do mercado atual exige das companhias uma diversidade de produtos. Ampliar nosso leque de peças fabricadas nos permite atender a diferentes nichos. Essa é uma tendência, já que é cada vez mais forte a entrada de produtos importados no País", afirma o presidente da indústria na América do Sul, George Rugitsky.
A planta fabril de Diadema, que desenvolve e fabrica retentores, o-rings (anéis de borracha), vedações hidráulicas e pneumáticas, emprega hoje cerca de 500 pessoas. "Vamos investir no quadro de funcionários ainda neste ano. A ideia é trazer novas linhas de produção para esta unidade. Ainda não posso estimar o quanto vamos crescer, mas, com certeza, vamos dobrar nossos negócios nos próximos cinco anos", assinala o executivo.
A unidade atende a todas as montadoras e principais indústrias brasileiras, além de exportar para países da América do Sul.
VISÃO - Com o dólar em baixa e a moeda brasileira valorizada, Rugitsky prevê outros investimentos na planta fabril da região. "Trabalhamos com tecnologia, esse é nosso diferencial. Vamos trabalhar mais a fundo nesta questão para assim diminuir as diferenças com demais países", conta.
Para o dirigente, o foco atual é o mercado interno, uma vez que o Brasil está em ritmo de crescimento acelerado. "A melhoria da renda do trabalhador e o crescimento das classes sociais são os principal estimuladores desse País. As pessoas estão podendo financiar suas casas, carros. Isso movimenta todas as cadeias. Quantas máquinas são utilizadas na construção civil? Produzimos peças para esses equipamentos, por exemplo."
A Freudenberg-NOK é uma das seis fábricas instaladas no Brasil do grupo alemão. A multinacional está no País desde 1973. As unidades atuam como fornecedoras para diferentes indústrias como automotiva, têxtil, óleo e gás, bens de capital, vestuário, higiene, entre outras.
No ano passado, o grupo obteve faturamento bruto no País de R$ 705 milhões (resultado 41% superior a 2009, quando a receita alcançou R$ 500 milhões). No que diz respeito a empregos, o grupo multinacional somava, em 2010, 1.297 colaboradores (alta de 8,6% sobre o ano anterior).

Subsidiária do grupo aposta em qualificação
Com origem familiar, a Freudenberg-NOK tem dentre suas metas gerir projetos de cunho social. A companhia, por meio do programa ‘Aprender para Transformar', qualifica jovens carentes que residem em Diadema, gratuitamente. O projeto também é uma forma de driblar a falta de mão de obra.
O projeto deu tão certo que está em sua terceira edição. Neste ano, a empresa comemora o recorde de inscrições de 200 jovens para preencher as 40 vagas das duas turmas abertas (manhã e tarde) - equivalente ao dobro do ano passado.
Entre os professores, também houve recorde, com total de 55 educadores voluntários inscritos, entre profissionais de dentro e fora da organização.
Os jovens aprendem como funciona uma empresa, por meio de matérias específicas, como finanças, linha de produção, comunicação empresarial, gestão de carreira, informática, logística e inglês.
Dos 70 alunos formados nos anos anteriores, 12 foram absorvidos pela autopeça. "Além disso, dos formados, 20% são contratados por outras companhias da região", afirma o diretor de marketing da Freudenberg-NOK, Luiz Freitas. Os jovens recebem uniforme, apostilas e se alimentam no horário do curso, que tem duração de seis meses.
Para participar, é preciso ter idade entre 17 e 20 anos, renda familiar de até quatro salários-mínimos e residir em Diadema ou em cidades próximas. Filhos de funcionários terão direito a ocupar 10 vagas. Vale lembrar que os participantes passam por processo de seleção e triagem.
Os jovens Renan Augusto de Oliveira, 18 anos, e Vinícius Galazine, 16 anos, são frutos do programa social. Ambos fizeram o curso e estão empregados no setor financeiro da companhia. "Hoje, fazendo faculdade de engenharia da computação, tenho maior facilidade em relacionar o que aprenda em sala com o que faço na prática. Essa bagagem me ajuda a avançar no meu sonho: ser um grande profissional", conta Oliveira.
Galazine cursa administração. "Obtive conhecimento teórico e prático. Agora, fazendo faculdade vou dar um grande salto e, quem sabe, um dia abro minha própria empresa", brinca.
Serviço: Interessados em participar do projeto devem entrar em contato pelo telefone (11) 4072-8067, ou acessar aprenderparatransformar.blogspot.com.
fonte: 

Tauana Marin 
 Diário do Grande ABC

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