20 de fev de 2011

DIADEMA VAI INVESTIR R$ 170 MILHÕES EM HABITAÇÃO



 
Naval é um dos locais que estão passando por reurbanização. Foto: Luciano Vicioni
Naval é um dos locais que estão passando por reurbanização. Foto: Luciano Vicioni
 
Programas habitacionais devem ter impacto na vida de 10 mil famílias da cidade


A Prefeitura de Diadema vai investir R$ 170 milhões em programas habitacionais no município que devem causar impacto na vida de 10 mil famílias, por conta de remoções e urbanização em núcleos. O objetivo do governo municipal é melhorar acessos dos moradores a serviços públicos, como saúde e coleta de lixo.


O secretário de Habitação de Diadema, Márcio Luiz Vale, destacou que entre as intervenções programadas estão ações nos núcleos Iguaçu, Joaninha, Caviúna, Cangati, Iamberê e Gazuza. 

“Somente neste último moram 4 mil famílias e envolve 12 núcleos. Nos três primeiros, que fazem parte do PAC Mananciais, estamos aguardando licença ambiental para início dos trabalhos, que estão orçados em R$ 42 milhões”, detalhou.

De acordo com o secretário, os recursos para a implantação dos projetos estão garantidos em parcerias com o governo federal, por meio dos PACs (Programa de Aceleração do Crescimento) 1, 2 e do FNHIS (Fundo Nacional de Interesse Social). “A remoção da Naval foi uma vitória. Foram investidos R$ 25 milhões e 336 novas unidades habitacionais já foram entregues. Até o final deste ano, outras 84 serão finalizadas. Ao todo, foram impactadas 700 famílias, que ou estão nas novas moradias ou em auxílio aluguel”, explicou.

Somente em 2010, foram investidos R$ 800 mil em intervenções em mais de 20 núcleos da cidade, com a construção de sete muros de arrimo, ajustes de drenagem, complementação de rede de águas pluviais, entre outras intervenções. “Foram intervenções para garantir a segurança das famílias durante o período de chuvas. Nem sempre os projetos de habitação requerem remoções”, salientou Vale.

Novos projetos - Entre os novos projetos de reurbanização de núcleos que estão em elaboração pela pasta, estão intervenções no Jardim Marilene e na Vila Popular, onde moram 4 mil famílias. “Temos cerca de R$ 1 milhão para realizar o projeto e enviar para análise da Caixa Econômica Federal. Quando tivermos resposta positiva colocaremos a licitação na rua”, explicou.

O secretário destacou que esses projetos são mais complexos e têm como objetivo um redesenho dos bairros, para que sejam respeitadas áreas para equipamentos públicos, como unidades de saúde e escolas. “Esses núcleos cresceram de maneira desordenada e temos de reorganizá-los para que o acesso a serviços municipais e ao próprio bairro seja mais fácil”, disse.

Quanto ao acesso aos bairros, Vale fez referência à via principal da localidade, que é sem saída. “O centro do Jardim Marilene está paralisado e não tem contato com outros pontos do município. Queremos garantir o sistema viário para que haja mobilidade. Este também é um problema da Vila Popular, onde o caminhão de lixo não consegue acessar determinados pontos”, afirmou.

Vale explicou que os projetos desses dois bairros são para realização em médio prazo, mas há outros que já estão em andamento. “Temos de fazer as ações progressivamente”, concluiu.

fonte:  Vladimir Ribeiro - JORNAL ABCD MAIOR

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