13 de out de 2008

Fabricante de pisos de Diadema aposta na ecologia



Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

É na aposta em oferecer um produto diferenciado, ecologicamente correto, que a Solarium Revestimentos, empresa fabricante de pisos, com unidade em Diadema, exporta seus produtos para países como Angola, Grécia, Uruguai e Kuwat.

Com mais de 100 modelos, os pisos são à base de cimento branco. O produto é antiderrapante e atérmico (não aquece com o sol). Além disso, não necessita do uso do forno para sua secagem, que é feita com água reutilizada e também com sobras de granilha de mármore (pequenos cascalhos moídos). "Reutilizamos matéria-prima e economizamos energia no processo de fabricação, além de não poluirmos o ar, já que não usamos o forno", explica a arquiteta e presidente da companhia, Ana Cristina de Souza Gomes.

Esse conjunto de ingredientes faz com que a unidade da empresa instalada na região crescesse 38% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. "Foi um resultado acima do esperado". "De cinco anos para cá, obtemos um crescimento anual acima dos 20%", acrescenta a presidente.

INVESTIMENTO
No início do ano que vem, mais precisamente em janeiro, a empresa vai mudar de endereço na região, porém continuará em Diadema. "Vamos para um espaço maior. A unidade está crescendo e precisamos atender a essa demanda. Além disso, optamos por permanecer na região uma vez que Diadema, logisticamente, está muito bem localizada, próxima de bairros da Capital, da Baixada e principais rodovias", conta Ana Cristina.

Dos atuais 2 mil m², a companhia vai para um espaço com aproximadamente 5 mil m². A nova estrutura demandou um investimento acima de R$ 1 milhão, por contar com equipamentos maiores que demandam espaço e oferecem tecnologia de ponta. "Hoje, temos 60 funcionários na unidade, com a nova instalação devemos abrir mais 15 vagas diretas e mais 200 indiretos, no mínimo", comenta a arquiteta.

PERFIL
Além da unidade em Diadema, a empresa possui outras quatro: sede e fábrica em Porto Alegre; e unidades fabris no Rio de Janeiro, Recife e Brasília.

Os produtos são vendidos, principalmente, para grandes hotéis, resorts, shoppings - com o metro quadrado a partir de R$ 80 e podendo chegar a R$ 150. "São Paulo é o maior mercado. Depois vem Norte e Nordeste. E podemos incluir o Grande ABC. Mesmo que os produtos não sejam populares, mais direcionados à classe A e B, temos lojas representantes na região, como a De Stijl Arte E, em Santo André e a Articon, em São Bernardo".

Empresa faz investimento na formação de jovens da região

Em meio a investimentos, a presidente da Solarium Revestimentos, Ana Cristina de Souza Gomes, vai implantar na unidade de Diadema um projeto da Fundação Pescar, com sede no Rio Grande do Sul. "Já fechamos o contrato. A proposta é oferecer curso profissionalizante para estudantes entre 18 e 25 anos e depois disso assumimos o compromisso de colocar esse jovem no mercado de trabalho, em setores de outras empresas", explica Ana.

Inicialmente, será montada uma turma com 15 alunos, que morem nos arredores da fábrica (bairros de Diadema) e que sejam carentes. "Porém é essencial que esse jovem tenha estrutura familiar e esteja estudando", lembra.

A seleção vai ser feita por profissionais contratados pela companhia, portanto, não haverá inscrições ou cadastramento. E as aulas serão iniciadas em fevereiro do ano que vem - um mês depois da unidade de Diadema estar instalada no novo endereço.

A empresa vai fornecer durante um ano (período em que o curso acontece) o uniforme, vale-transporte e alimentação no local. Ao fim do ano, o aluno recebe um certificado que é reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação) e participa da formatura.

A projeção é de que haja um investimento de R$ 10 mil por mês. "A maior parte dos professores são voluntários, porém, para coordenar o curso precisamos contratar alguém. Mas, estamos buscando parceiros para essa iniciativa. Seria bom mobilizar cada vez mais pessoas", conta a presidente da Solarium.

GRADE
Além das aulas práticas em todos os setores da empresa (desde a produção até a administração), os participantes do projeto terão aulas de português, matemática. "Eles também vão aprender como devem se vestir, falar e se portar em uma entrevista de emprego. Vamos formar um profissional por completo", afirma Ana Cristina. "Nosso principal objetivo é ensinar esses jovens a buscar oportunidades. Essa é a filosofia do projeto", acrescenta.

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