30 de ago de 2008

Meio Ambiente não define prazo para liberar obras da Unifesp


SÍTIO MORUNGABA ONDE SERÁ CONSTRUÍDO O CAMPUS DA UNIFESP DIADEMA

Por: Karen Marchetti (karen@abcdmaior.com.br)





Construção do campus em Diadema começaria em 2007; falta de licença ambiental impediu início

Prevista para começar em 2007, a construção do campus da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em Diadema ainda não tem nenhuma previsão de ser inicada. O motivo é que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, responsável pela liberação da licença ambiental - necessária para que as obras comecem - não tem prazo para entregar a conclusão de sua análise do projeto arquitetônico.

A secretaria, por meio de nota, informou que o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) do projeto está em análise no Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (Daia). Durante o processo, foram solicitados pareceres setoriais de órgãos como o DEPRN(Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais) e DUSM (Departamento de Uso do Solo Metropolitano), por exemplo.

A secretaria ainda ressaltou que no processo de análise foram pedidas diversas complementações. O última delas solicitou o aperfeiçoamento dos estudos de viabilidade ambiental, que, segundo a assessoria, foram entregues pela Unifesp na última terça-feira (26/08).

Por conta da falta de detalhamento em alguns pontos do RAP, não é possível dar prazos para a conclusão da análise do projeto e liberação das obras.

A construção do campus da Unifesp em Diadema, que terá capacidade para abrigar 20 mil alunos, deve demorar, no mínimo, dois anos, já que o projeto é dividido em duas fases. Desde fevereiro de 2007, quando a universidade foi inaugurada com quatro cursos (Farmácia/Bioquímica, Ciências Biológicas, Química e Engenharia Química) , a instituição está provisoriamente num prédio da Prefeitura, no Bairro Eldorado.

O novo campus da Unifesp Diadema será erguido às margens da represa Billings, num terreno de 400 mil m² localizado em área de proteção aos mananciais e, portanto, com severas restrições de edificações.

Para o presidente do MDV (Movimento de Defesa da Vida) , Virgílio de Farias é necessário fazer uma análise critica. "Não somos contra a Unifesp na cidade, mas ela vai trazer muitas mudanças negativas para a região", opinou ao dizer que, em 2006, uma área no Bairro Serraria chegou a ser cogitada para abrigar a universidade.

Na avaliação do MDV , o terreno doado pela Prefeitura é inadequado, já que apresenta uma série de restrições ambientais. "Acho que deve-se respeitar a limitação de cada região. A prefeitura doou a ultima área de manancial que ainda está preservada", ressaltou.

Farias disse que pretende realizar uma discussão com a sociedade para cobrar da Prefeitura de Diadema e Unifesp recompensação ambiental. "Queremos propor que eles institui no Bairro Eldorado uma escola de vela entre outros projetos. Vamos começar uma discussão", concluiu.

2 comentários:

Anônimo disse...

Também sou a favor da ida da Unifesp pra região do Serraria, pois onde está atualmente tanto é divisa com SBC como está em área de Mananciais, além de tudo a Unifesp pode mudar a cara da região, no caso Serraria.

A ETE poderia mudar para o Prédio da futura FATEC na Imigrantes.

Eduardo disse...

SEUS COMENTÁRIOS SÃO VÁLIDOS, SE ESTA DIFÍCIL NO ELDORADO COM ÁREA DOADA E TUDO NÃO SAI NADA, IMAGINA SE TIVEREM QUE FAZER O CAMPUS NO BAIRRO SERRARIA.