17 de jul de 2008

Wal-Mart decide entrar no 'atacarejo'via Diadema para São Paulo.



Da AE

Dois anos e meio depois de ter incorporado a rede Maxxi, uma mistura de atacado com varejo, mais popularmente conhecido como atacarejo, o Wal-Mart decidiu acelerar a expansão nesse segmento de mercado. A rede vai investir neste ano R$ 80 milhões na abertura de cinco lojas, sendo quatro delas fora da região Sul, onde estão localizados hoje os 13 pontos-de-venda da rede.

No último trimestre do ano, serão inauguradas três lojas na Bahia (Salvador e região metropolitana); uma em Diadema, no Grande ABC e uma em Londrina, no Norte do Paraná. "Em 2009, os investimentos e o número de lojas no formato atacarejo serão bem maiores", afirma o vice-presidente de Operações de Atacado do Wal-Mart, Marcelo Vienna.

A expansão da rede Maxxi em 2009 será nacional, isto é, para as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Ainda para este ano, Vienna não descarta a possibilidade de inaugurar um número maior do que as cinco unidades previstas. Em 2007, o Grupo abriu apenas duas lojas com a bandeira Maxxi, uma em Itajaí (SC) e outra em Novo Hamburgo (RS).

Foi exatamente o excelente desempenho alcançado com essas duas unidades que deu sinal verde para que um projeto mais ambicioso fosse colocado em prática. "A rede já indicou como age no varejo brasileiro: primeiro estuda o mercado e o formato da loja e depois manda bala", disse o consultor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo.

Para ele, a rede americana tem mais vantagens competitivas em relação aos principais rivais, o Grupo Pão de Açúcar, que comprou 60% da rede Assai em novembro de 2007, e o Carrefour, que adquiriu o Atacadão em abril.

A vantagem competitiva é o fato de o Wal-Mart ter, além do Maxxi, outra bandeira atacadista, o Sam's Club, apesar desta última estar voltada para o público de maior poder aquisitivo, ao contrário da Maxxi, que é voltada para as classe C e D e pequenos comerciantes, como donos de pizzarias e vendedores informais.

O diretor de operações do Grupo Pão de Açúcar responsável pela interface com o Assai, Maurício Cerrutti, discorda da afirmação do consultor. "O Assai tem trinta anos de experiência nesse mercado".

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