22 de jul de 2008

Diadema ganhará mais um condomínio industrial

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC


A construtora M.Bigucci vai construir um condomínio industrial em Diadema, em terreno de 37 mil m² no bairro Piraporinha.

O plano da empresa reflete o aquecimento do mercado imobiliário na região também no que se refere à procura por espaços para indústrias, segundo o empresário Milton Bigucci.

"Depois de 20 anos de paralisia na construção, estamos acreditando na retomada do mercado e estamos mudando um pouco o nosso foco", afirma o empresário. Atualmente, com 11 obras em andamento na área residencial, a construtora faz sua primeira incursão em condomínios industriais.

Ele acrescenta que a conclusão do Trecho Sul do Rodoanel (fim de 1009) pesa à favor da iniciativa. "O Rodoanel é uma necessidade, ainda mais com as limitações para o tráfego de caminhões na Capital".

O projeto da M.Bigucci, em fase de aprovação na prefeitura, e que deverá ser concluído em 2009, prevê a construção de 26 galpões de 1.000 m², com pé direito de 12 metros de altura e uma infra-estrutura comum, que inclui pátio interno e portaria.

O valor do investimento não foi divulgado. Bigucci alega que falta definir detalhes do plano, mas ele cita que já houve contatos com empresas interessadas, de diferentes ramos: logística, automotiva e farmacêutica, por exemplo.

A prefeitura confirma o aquecimento da demanda por espaços e o interesse específico por condomínios. "As indústrias precisam melhorar seu espaço produtivo, até por exigência de seus clientes. Os condomínios de empresas têm estrutura mais moderna e reduzem custos (os condôminos podem ratear despesas em comum)", afirmou o vice-prefeito Joel Fonseca.

A administração municipal pretende oferecer incentivos fiscais para a criação desses empreendimentos. "O município já tem grande adensamento e precisamos aproveitar as áreas existentes pelas indústrias. Hoje 48% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de Diadema vem do setor industrial", disse Fonseca.

OUTROS
Dois condomínios empresariais já em operação em Diadema - a Acta Imigrantes e a Forjas -, administrados pela Rheta Imóveis, apresentam 100% dos espaços locados.

A Acta, inaugurada no ano passado, tem 15,7 mil m² de área e 14 galpões (de 860 m² cada), enquanto a Forja, que já existe desde a década passada, tem 15 mil m² e oito galpões de tamanhos variados.

Recém-instalada na Acta, a Mappel Indústria de Embalagens foi atraída, entre outros motivos, pelas características do espaço. "Quando o imóvel é antigo é preciso adaptação, nesse não tivemos custo de reforma", afirmou o gerente industrial, Eugênio Romano.

Ele destaca entre as vantagens o pé direito alto (10 metros) dos galpões, o menor gasto com segurança, por causa do rateio com outras empresas, e o custo da locação, acertado no ano passado por R$ 10 o m², pelo prazo de cinco anos. "Hoje no município já pedem até R$ 15 o m²", disse.

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